Automação SIGSIF/DCPOA: como eliminar lançamentos manuais

Por Bárbara Gatti | Atualizado em outubro de 2026

Em frigoríficos que realizam milhares de lançamentos mensais, o preenchimento manual de informações no SIGSIF e a emissão de DCPOA podem consumir centenas de horas de trabalho, aumentar a exposição a erros e limitar a capacidade operacional.

Muitas empresas já possuem ERPs e sistemas internos que concentram informações de produção, estoque, expedição e comercialização. Entretanto, parte desses dados ainda precisa ser consultada, conferida e transferida manualmente para plataformas governamentais.

A automação SIGSIF/DCPOA permite reduzir essas atividades repetitivas, utilizando tecnologias como RPA e integrações, sem exigir necessariamente a substituição do ERP.

Entenda como essa tecnologia funciona, quais processos podem ser automatizados e o que avaliar antes da implementação.

O que é automação SIGSIF/DCPOA?

A automação SIGSIF/DCPOA consiste na utilização de tecnologias para executar etapas repetitivas de consulta, validação, preenchimento e registro de informações nos sistemas utilizados pelos frigoríficos.

O SIGSIF (Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal) e a PGA-SIGSIF (Plataforma de Gestão Agropecuária) são utilizados em procedimentos relacionados à inspeção e ao controle de produtos de origem animal.

Já a DCPOA (Declaração de Produtos de Origem Animal) faz parte de procedimentos específicos de declaração desses produtos, conforme as exigências aplicáveis.

Embora tenham finalidades diferentes, esses ambientes podem envolver tarefas semelhantes: consultar informações, preencher formulários, anexar documentos e conferir registros.

Quando essas atividades são repetitivas e seguem regras identificáveis, determinadas etapas podem ser executadas por robôs de software.

O objetivo é reduzir a intervenção manual nas tarefas operacionais, permitindo que os profissionais concentrem sua atenção nas situações que exigem análise e tomada de decisão.

Como funciona a automação do SIGSIF e da DCPOA na prática?

Imagine um frigorífico que precisa realizar centenas de lançamentos diariamente.

Em um processo manual, o profissional consulta informações, confere documentos, acessa o sistema governamental, preenche campos e verifica se o registro foi concluído.

Com uma automação estruturada, parte desse percurso pode acontecer sem intervenção humana.

1. Captura das informações

A automação obtém os dados necessários nos sistemas utilizados pelo frigorífico, que podem incluir ERPs, planilhas, bancos de dados ou outras plataformas internas.

A forma de acesso depende da infraestrutura e das permissões disponíveis.

2. Validação dos dados

Antes do preenchimento, a solução pode verificar campos obrigatórios, formatos e consistência das informações.

Quando identifica uma divergência, o fluxo pode encaminhar a ocorrência para análise humana.

Essa etapa é importante porque automatizar informações incorretas não elimina os erros: apenas permite que eles sejam reproduzidos mais rapidamente.

3. Preenchimento e anexação de documentos

Após as verificações, o robô pode acessar o SIGSIF, a PGA-SIGSIF ou o ambiente de DCPOA e executar atividades como:

  • Preencher formulários e campos;

  • Localizar registros;

  • Selecionar e anexar documentos;

  • Executar etapas previstas no processo;

  • Registrar os resultados das operações.

4. Monitoramento das execuções

Uma automação também precisa considerar situações inesperadas, como indisponibilidade do sistema, informações incompletas ou falhas de processamento.

Por isso, soluções estruturadas podem incorporar monitoramento, registros de execução e tratamento de exceções.

O objetivo não é apenas substituir cliques humanos, mas garantir que as diferentes etapas funcionem de maneira coordenada.

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É necessário trocar o ERP para automatizar o SIGSIF e a DCPOA?

Não necessariamente. A automação pode utilizar informações dos sistemas existentes, sem exigir a substituição do ERP do frigorífico.

Em muitas operações, o ERP já centraliza informações importantes, mas não possui integração nativa com todos os ambientes utilizados pela empresa.

Nesses casos, a automação pode atuar como uma camada de execução entre sistemas.

Dependendo das características do processo, a arquitetura pode utilizar diferentes tecnologias:

  • RPA (Robotic Process Automation): automatiza consultas, preenchimentos e outras atividades repetitivas, estruturadas e baseadas em regras.

  • Inteligência artificial (IA): permite interpretar, extrair e processar informações, inclusive de documentos não estruturados.

  • Agentes autônomos: podem analisar informações, tomar decisões dentro de parâmetros definidos e executar ações para alcançar determinados objetivos.

Essas tecnologias podem atuar isoladamente ou de forma orquestrada, combinando duas ou mais soluções para executar diferentes etapas de um mesmo processo.

A escolha depende dos sistemas envolvidos, das regras operacionais e dos resultados esperados.

Por isso, antes de escolher a tecnologia, é necessário compreender como as informações circulam dentro da operação.

Veja também:

Por que automatizar apenas o preenchimento pode não ser suficiente?

Imagine um robô desenvolvido para copiar informações de uma planilha e preencher campos em um portal.

Enquanto tudo funciona conforme o esperado, ele pode executar a tarefa rapidamente.

Mas o que acontece quando um documento está incompleto? Quando o sistema fica indisponível? Ou quando o lançamento não é confirmado?

Se essas situações não forem previstas, a equipe continuará responsável por identificar falhas e executar correções manualmente.

Essa é a diferença entre automatizar uma tarefa isolada e estruturar a automação de um processo.

Em operações de alto volume, a arquitetura precisa considerar monitoramento, rastreabilidade, segurança de acesso e tratamento de exceções.

A orquestração permite coordenar os diferentes componentes da automação, definindo a sequência das atividades e as condições necessárias para cada etapa.

Já a sustentação permite acompanhar a solução após a implementação e realizar ajustes diante de alterações nos sistemas ou nas regras operacionais.

Esses aspectos são especialmente importantes quando o processo depende de plataformas externas.

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Quais resultados a automação SIGSIF/DCPOA pode gerar?

O benefício mais evidente é a redução do tempo dedicado às tarefas repetitivas. Entretanto, em frigoríficos com alto volume de operações, o impacto pode ser maior.

Maior capacidade de processamento: a automação pode permitir que a empresa execute mais lançamentos e emissões sem ampliar a equipe na mesma proporção.

Menor exposição a erros manuais: etapas padronizadas e verificações automáticas podem reduzir falhas de digitação, transferência e conferência de informações.

Redução de gargalos: processos que dependiam de execução manual podem acompanhar volumes maiores de demanda.

Mais capacidade para acompanhar as exportações: ao reduzir gargalos administrativos relacionados aos registros e documentos, a automação pode contribuir para que essas etapas acompanhem o crescimento das operações comerciais.

Como saber se vale a pena automatizar o SIGSIF/DCPOA?

O primeiro passo é dimensionar o esforço operacional, considerando volume de operações, tempo de execução, erros, retrabalho e capacidade de processamento.

Em um projeto realizado pela Yank para um grande frigorífico, uma operação que antes levava aproximadamente 40 minutos passou a ser executada em 3 minutos e 37 segundos, representando uma redução de cerca de 91% no tempo de execução.

A solução também registrou mais de 16 mil emissões e redução de 95% nos erros, demonstrando o potencial da automação em operações de alto volume.

Entretanto, o retorno de um projeto não deve ser avaliado apenas pelas horas economizadas. É necessário considerar o investimento, a redução de gargalos, o impacto operacional e a capacidade adicional que a empresa poderá alcançar.

Automatize o SIGSIF/DCPOA com a Yank

Seu frigorífico pode já possuir os sistemas e as informações necessários para executar suas operações. O que falta, em muitos casos, é uma solução capaz de conectar essas etapas e reduzir o trabalho manual.

A Yank desenvolve automações personalizadas para aumentar a capacidade operacional, reduzir gargalos e permitir que sua empresa processe mais demandas sem ampliar a estrutura na mesma proporção.

Quer descobrir como automatizar o SIGSIF/DCPOA no seu frigorífico? Converse com os especialistas da Yank.

Perguntas frequentes sobre automação SIGSIF/DCPOA

É possível automatizar o preenchimento do SIGSIF?

Sim. Dependendo das condições técnicas e das permissões de acesso, o RPA pode automatizar consultas, preenchimento de campos, movimentação de informações e outras etapas repetitivas do SIGSIF e da PGA-SIGSIF.

Como automatizar a emissão de DCPOA?

É necessário mapear o processo, identificar as fontes de dados, avaliar os sistemas envolvidos e definir quais etapas podem ser executadas automaticamente. A solução pode incluir captura de informações, validações, preenchimento e anexação de documentos.

Preciso substituir meu ERP para implementar RPA no frigorífico?

Não necessariamente. Uma automação personalizada pode utilizar dados dos sistemas existentes, desde que existam condições técnicas e permissões adequadas para acessar essas informações.

Quanto custa automatizar o SIGSIF e a DCPOA?

O investimento depende do volume de operações, da complexidade do processo, dos sistemas envolvidos e das necessidades de integração, monitoramento e sustentação. Um diagnóstico permite estimar custos, ROI e payback.

A automação SIGSIF/DCPOA pode reduzir erros e riscos de multas?

A automação pode reduzir falhas manuais e incorporar verificações que contribuem para a consistência dos registros. Entretanto, não elimina todos os riscos nem garante a prevenção de penalidades, que dependem das exigências regulatórias e das circunstâncias de cada operação.

A automação funciona quando o sistema do MAPA está indisponível?

A automação não elimina a indisponibilidade de sistemas externos. Entretanto, pode ser projetada para identificar falhas, registrar ocorrências e executar tentativas controladas de reprocessamento, conforme as regras e limitações técnicas do ambiente.

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